Educação busca apoio do TCE para estabelecer metodologia de monitoramento e avaliação dos Planos de Educação

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Da Esq. p/ dir. Gerson dos Santos Sicca (TCE), Darli de Amorim Zunino (UNCME), Elsa Marina da Silva Moretto (SED-SC), Dafne Schroeder (SEC/Jville), Roque Antônio Mattei (Undime-SC), Cássia Ferri (FEESC), Gilberto L. Agnolin (SED-SC) e , Edna Batistotti (coordenadora estadual daRede Assistência Técnica/MEC).

Por iniciativa da Undime-SC e Uncme, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (SED-SC), foi realizada, nesta terça-feira (04.06), uma reunião com Tribunal de Contas do Estado (TCE), com a finalidade de obter direcionamento do órgão fiscalizador em relação aos entraves encontrados no processo de monitoramento e avaliação dos Planos de Educação.

Além, auditor e gestor do Acordo de Cooperação Técnica que monitora as ações do Plano de Educação, Gerson dos Santos Sicca, e do auditor fiscal de controle externo, Renato Costa, ambos do TCE, estiveram presentes os representantes do Fórum Estadual de Educação (FEESC), Cássia Ferri (presidente), e da Rede de Assistência Técnica, Edna Batistotti (coordenadora estadual), João Carlos da Gama (avaliador educacional/técnico MEC) e Sérgio Otávio Basetti (avaliador educacional/técnico MEC).

Num primeiro momento falou-se da situação dos Planos terem sido construídos dentro de uma outra realidade socioeconômica e, portanto, certas exigências necessitam ser reajustadas a este novo cenário. Para a secretária adjunta da SED-SC, Elsa Marina da Silva Moretto, os prazos devem ser reavaliados, tendo em vista que a maioria das metas dependem de recursos públicos para se concretizar.

Em paralelo a isso, há a dificuldade em monitorar e avaliar o cumprimento das metas estabelecidas nos Planos, pois além de não ter sido instituído parâmetros de avaliação, esbarram, ainda, na ausência de dados geográficos atualizados, o que impossibilita uma conclusão precisa dos trabalhos.

“A ideia é unir forças e buscar, junto ao Tribunal de Contas, uma solução para lidar com esses percalços, sem que venha interferir na atuação das Redes de Assistência. Estamos trabalhando fortemente para que todos os municípios cumpram as metas estipuladas, mas, em contrapartida, precisamos de ferramentas para conseguirmos acompanhar o que vem sendo realizado”, afirma o presidente da Undime-SC, Roque Antônio Mattei.

De acordo com o auditor do TCE, Gerson dos Santos Sicca, o grupo de trabalho encontrou a mesma dificuldade por não haver uniformidade de avaliação. “Tem municípios que tem a sua própria forma de buscar essas informações que nós solicitamos, outros acabaram fazendo a coisa um pouco manual, dentro do que eles achavam mais próximo da realidade, então nós nos deparamos com uma dificuldade metodológica pra estabelecer as taxas de atendimento por município”, explica.

 

Entenda

No final de 2015 foi aprovada a Resolução Atricon nº 03/2015, que estabelece as diretrizes de fiscalização na área da educação, com foco na preparação dos profissionais para atuar de forma a garantir a efetividade das políticas públicas, o que significa acompanhar os Planos de Educação.

Posteriormente, foi firmado um Acordo de Cooperação Técnica entre a Associação Nacional dos Membros dos Tribunais de contas do Brasil (Atricon), Ministério da Educação (MEC), Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e o Instituto Rui Barbosa (IRB), visando estabelecer parâmetros uniformes de fiscalização e criar ferramentas para avaliar a implementação dos Planos.

A partir do Acordo de Cooperação, o TCE criou-se um grupo de trabalho para monitorar a execução dos Planos, com base no instrumento elaborado por grupo nacional. O questionário foi utilizado para levantar dados e verificar as taxas de atendimento e o conteúdo dos planos de educação, o que gerou muitas dúvidas. Segundo gestor do Acordo de Cooperação Técnica, constatou-se um número grande de distorções. “Sugerimos, em Brasília, que o TCU buscasse juto ao IBGE a atualização de dados, porque os dados que dispomos não são atuais”, afirma Sicca.

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Dir. p/ esq. Gerson dos Santos Sicca (TCE), Nadir P. da Silva (SED-SC), Renato Costa (TCE), Sérgio Otávio Basetti (AE/MEC), Maristela B. de Oliveira (SED-SC) e João Carlos da Gama (AE/MEC).

A secretária adjunta da SED-SC complementa “Tudo deve partir do regimento maior. Não dá para fazer isso de forma isolada e setorizada, precisamos lançar um olhar ao Plano Nacional que é o grande eixo estruturante de todo esse trabalho”.

Com essas identificações, a pretensão é se criar uma ferramenta única, em âmbito nacional, pra que cada tribunal possa utilizar. Que indique a taxa atual de atendimento, mas que também possa apresentar o percentual de avanço e retrocesso ao gestor, pra que ele consiga avaliar se num determinado ritmo ele vai conseguir alcançar a meta que ele próprio estabeleceu.

“Nós temos consciência de que temos um papel orientador, um papel de fiscalização e que temos um processo de aprendizado, que é de todos. Assim como procuramos à orientação, em cada conversa dessas vamos aprendendo também. Sabemos que o processo é demorado, é um momento de muita incerteza e, eu fico muito feliz em saber que os trabalhos não vão parar em Santa Catarina”, conclui Sicca.

 

Encaminhamento

Será redigido um documento pela Undime-SC, em comum acordo com a SED-SC/UNCME/FEESC, que será enviado ao TCE, até 18 de junho, com as devidas considerações e solicitando um posicionamento pra que se defina uma metodologia de trabalho. O ofício será apresentado em reunião pelo TCE, em Brasília.

“A Undime-SC está nessa luta, para que se crie uma metodologia sem esquecer que os mecanismos precisam ser aceitáveis as diferentes realidades dos municípios. Vamos continuar acompanhando e incentivando o cumprimento das metas no Estado, mas exigimos uma posição superior pra que não sejamos prejudicados na avaliação final”, conclui o presidente da Undime-SC.

 

Por Bruna Carvalho
Undime-SC