Encontro com a Undime/SC debate importância da priorização curricular para alinhamento dos currículos municipais à BNCC em tempos de pandemia

Considerando os impactos da pandemia da Covid-19 no processo pedagógico, sexto webinar do ciclo de eventos “Encontro com a Undime/SC” abordou o cenário de implementação da Base Nacional Comum Curricular neste período de transição para o ano de 2022.

Gentileza. Este foi o termo que norteou o debate sobre o alinhamento dos currículos municipais à Base Nacional Comum Curricular do sexto webinar do ciclo de eventos “Encontro com a Undime/SC”, realizado, virtualmente, nesta quinta-feira (19/8). Voltado aos dirigentes municipais de Educação e equipes de secretaria, o evento discutiu os impactos da pandemia da Covid-19 nas escolas e a importância da priorização curricular – e da gentileza – como forma de apoiar o aprendizado dos alunos neste período de transição para o ano de 2022.

“Estamos num momento de transição na Educação, com novas portarias e regramentos sendo implementados, mas não podemos esquecer da importância da avaliação pedagógica para o próximo ano”, destacou a presidente da Undime/SC e Região Sul, Patrícia Lueders, dirigente municipal de Educação de Blumenau/SC, na abertura do encontro. Abordando o processo de construção do Currículo Base do Território Catarinense, Lueders comentou sobre a singularidade de cada município. “Por mais que tenhamos o currículo catarinense, cada município teve a oportunidade de fazer seu próprio currículo também, e muitas dúvidas surgem a partir desse processo. A nossa formação de hoje vai elucidar diversos aspectos sobre o alinhamento dos currículos à BNCC”, indicou a presidente.

Num cenário educacional tão impactado pela crise sanitária da Covid-19, a assessora pedagógica da Undime/SC e coordenadora para implementação da BNCC, Sônia Fachini, afirma que é essencial analisar as lacunas do último ano para a construção de um currículo de transição. “É preciso observar esse cenário para a implementação de um currículo prioritário e de transição. Além de apoiar os currículos prioritários, o currículo de transição é uma estratégia de garantia de aprendizagem, pelo menos, das aprendizagens essenciais, dentro das possibilidades que a gente tem neste momento tão desafiador. Precisamos estar todos pensando, escola e secretaria, em como fazermos isso”, enfatizou Fachini.

Priorização curricular

O marco legal da BNCC representou um estímulo importante para a organização dos currículos nos municípios. “A BNCC, que é um documento de referência nacional e obrigatório para todos os sistemas de educação, impulsionou a todos nós para nos movimentarmos e construirmos currículos próprios, alinhados à base nacional, dentro dos territórios e de cada município”, explica a assessora da Undime/SC, Sônia Fachini.

Fachini indica que a BNCC é como um porto onde a Educação quer atracar: “o documento é o local com todas as competências que desejamos que toda criança consiga adquirir”, aponta. No entanto, a pandemia da Covid-19 acrescentou desafios a esse objetivo. “A pandemia nos deixou, em muitos momentos, sem as condições necessárias para que pudéssemos realizar o que programamos a nível de currículo”, afirma a assessora pedagógica. Entre os impactos da pandemia na Educação, ela enumera a dificuldade de acesso ao ensino remoto, a ausência de recursos para construir os processos de mediação pedagógica e o achatamento do ano letivo, resultado da diminuição do ritmo escolar e de aprendizado.

Como alternativa para reduzir esses impactos, Fachini cita a estratégia pedagógica de priorização curricular, já implementada por diversos estados brasileiros e, por outros países, como resposta às limitações impostas pela pandemia. O currículo prioritário, documento alinhado à BNCC e aos currículos de território, como o catarinense, define recortes das aprendizagens prioritárias de cada componente curricular e o que é essencial para o percurso formativo do aluno em meio a situações extraordinárias.

Esse processo se daria de forma dialógica com os anos anteriores de ensino por meio da avaliação diagnóstica, que viabiliza a identificação de lacunas no aprendizado dos alunos e suas principais dificuldades. “A avaliação diagnóstica permite passar do olhar global para um olhar bastante individualizado. Com essa estratégia, é possível identificar cada criança que teve perda em sua aprendizagem e realizar a priorização curricular com ela, ajudando-a a avançar”, destaca a assessora pedagógica da Undime/SC.

Gentileza é acolhimento

Inspiração, força, completude e empatia foram algumas das palavras escolhidas pelos participantes do webinar para marcar o encontro desta quinta. Por meio de uma plataforma on-line, os integrantes compuseram, à convite da palestrante, um quadro com os termos mais representativos daquele momento. Fachini, por sua vez, trouxe para o evento o simbolismo do termo “gentiliza”. “O que eu trago de palavra para que a gente possa iniciar nosso encontro é a palavra gentileza, que está muito atrelada à amabilidade. Falarmos de amabilidade é falarmos de questões socioemocionais, tão importantes hoje no sentido do acolhimento”, considera.

A assessora comenta sobre a necessidade de trazer esse sentimento para a gestão escolar. “É preciso exercitar o olhar sensível para a nossa equipe e comunidade escolar, praticando o acolhimento com todos os que fazem parte, conosco, dessa caminhada da Educação. Sem isso, não será possível incentivar esse trabalho intenso, mas importantíssimo, do alinhamento dos currículos”, finaliza.

Encontro com a Undime/SC

Às quintas-feiras, a Undime/SC tem promovido webinários e formações sobre diferentes temáticas e disponibilizado as transmissões na íntegra aos municípios associados. Acompanhe nosso grupo de WhatsApp e e-mail para obter as informações completas de cada evento. Clique aqui para conferir como foi o último Encontro com a Undime/SC.

Fonte: Undime/SC

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