Estudante com Síndrome de Down faz exposição fotográfica no Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência

Mostra do porto-alegrense João Vicente, na Intendente Aricomedes da Silva, marca Dia D na capital

Nesta sexta-feira, 21, a Escola Básica Municipal de Florianópolis, Intendente Aricomedes da Silva (EBIAS), irá marcar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, com uma exposição fotográfica a partir das 10h.  A mostra Forma & Cor é do porto-alegrense, João Vicente Scholz, de 22 anos, com síndrome de down. O trabalho ficará exposto até o dia 28 de setembro na unidade educativa, localizada na Cachoeira do Bom Jesus. São 30 fotografias com imagens da natureza e de objetos.

João Vicente Scholz, 22 anos, é natural de Porto Alegre/RS.

João Vicente começou sua caminhada artística com quatro anos de idade, escrevendo um livro, em uma escolinha na capital gaúcha.  Desde pequeno, fazia oficinas de dança criativa, teatro, pintura e desenho.

Em 2013, a Associação de Familiares e Amigos do Down (AFAD), em Porto Alegre/RS, tornou-se parte da vida do artista, que iniciou um curso de tecnologia e de inglês. Nesse mesmo ano, começou a trabalhar no Conselho Deliberativo da organização e, junto com a equipe, criou o grupo de jovens, Geração 2.1, que tem por objetivo promover a autonomia, oferecer conforto, informações e congregação entre as famílias, além de compartilhar experiências.

Ele também faz musicoterapia e luta taekwondo. Já formou-se no ensino médio. Fez curso de fotografia e está trabalhando como fotógrafo em eventos. Quer fazer, agora, um curso de robótica.

João vem acompanhado de Kátia Bomfiglio Espíndola, professora de educação especial. Ela foi vencedora do Prêmio Professores do Brasil, do ano passado, com o trabalho, nos anos iniciais do ensino fundamental, “Conta uma História?!” – um projeto pró-inclusão escolar, literatura e acessibilidade”.

De acordo com o secretário de Educação, Maurício Fernandes Pereira, a rede municipal de ensino de Florianópolis teve um aumento na quantidade de estudantes com deficiência que são atendidos. Em 2017, havia 707. Hoje, são 859 acompanhados pela educação especial. Entre eles, 645 possuem diagnóstico, 152 estão em observação e 62 em avaliação. Eles estão matriculados na educação infantil, no ensino fundamental e na modalidade de educação de jovens, adultos e idosos, a EJA.

Para suprir essa demanda, a Prefeitura de Florianópolis, assinala Maurício Fernandes Pereira, criou cinco novas salas multimeios. O número subiu de 26 para 31. O espaço é constituído de mobiliários, materiais didáticos, recursos pedagógicos e de acessibilidade, equipamentos específicos e onde atuam profissionais da Educação Especial, que articulam o trabalho com a comunidade escolar, para garantir o direito de aprender dos estudantes com deficiência.

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