Ministro da Educação participa do Seminário Estadual da Base Nacional Comum Curricular com cerca de 300 pessoas em Florianópolis

O evento faz parte da avaliação preliminar da 2ª versão do documento que passará por ajustes antes do Conselho Nacional de Educação encaminhar ao Ministério da Educação (MEC) para implementação

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O auditório da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) lotou, na manhã desta terça-feira (19.07), durante o primeiro dia do Seminário Estadual da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), organizado pelas instituições articuladoras – União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime/SC) e Secretaria de Estado da Educação (SED).

O objetivo principal é apresentar as propostas e, a partir delas, promover discussões que possam contribuir no aprimoramento da 2ª versão da BNCC. Levando em conta as considerações realizadas no seminário, a Undime/SC e SED/SC – na figura de seus representantes – irão analisar e dar as contribuições finais, gerando um relatório a ser entregue ao Conselho Nacional de Educação.

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Mareni de Fátima Rosa da Silva – Coordenadora da BNCC pela Undime/SC.

De acordo com a coordenadora da BNCC pela Undime/SC, Mareni de Fátima Rosa da Silva, as ações em Santa Catarina, assim como em outros estados, não ficaram restritas aos seminários estaduais. Em Brasília e, também, em outros territórios brasileiros ocorreram vários momentos de participação em estudos, seminários, fóruns, nos quais especialistas contextualizaram todas as etapas da Base. Posteriormente, cada coordenador das instituições articuladoras – de cada estado – propiciaram momentos de discussões.

“Em Santa Catarina, foram realizados encontros e fóruns em várias cidades, resultando em grupos de estudos; comissões estaduais e regionais; que puderam dar sua contribuição. O IX Fórum Extraordinário e o Encontro Regional da Undime/SC, são exemplos de inúmeros espaços que foram abertos para colocações relevantes a respeito da BNCC”, afirma a coordenadora.

O presidente da Undime/SC, Plauto Mendes, reafirma o quão importante é ouvir e respeitar as individualidades, por isso a Undime/SC tem feito, da proximidade com os 295 municípios, a ponte para se obter êxito nos trabalhos e chegar o mais perto do ideal, que se almeja, em termos de qualidade para a educação pública. “Não se pode ter uma Base Nacional sem dar espaço para os estados, inclusive na definição do próprio currículo escolar. O maior desafio é dotar o Brasil de uma base nacional única que não se engesse, mas que esteja sujeita a adaptações – respeitando as peculiaridades cultural, local e regional”, explica o presidente.

A BNCC vem ao encontro do que prevê o Plano Nacional de Educação (PNE) de 2014, o qual faz menção a uma chamada pública com a participação – em massa –  da população, para validar uma Base Nacional Comum Curricular no prazo de dois anos. Para o ministro da educação José Mendonça Filho, o cronograma inicial para a entrega do relatório não é a prioridade no processo de conclusão. Ter uma Base apropriada a compatibilidade do Brasil e com parâmetros internacionais requer tempo e atenção, para que não acabe numa posição de inferioridade.

A proposta é unificar a educação em todo o país, para que os educadores possam transmitir o conhecimento num mesmo patamar de qualificação. “Estamos buscando, através dos seminários, a participação de professores, acadêmicos e pesquisadores, para uma boa definição de currículo e de uma base curricular que possa colocar o Brasil em igualdade de condições com as principais nações do mundo”, completa o ministro.

 

Do início a fase final

O Ministério da Educação (MEC) solicitou ao Estado, por meio da Undime, especialistas para a elaboração de todo o material da 1ª versão da Base Nacional Comum Curricular que, posteriormente, foi encaminhado a uma rede de atendimento composta por técnicos responsáveis pela dinâmica da consulta pública.

Um total de 12 milhões de contribuições em todo o país e, somente, em Santa Catarina foram mais de 70 mil. Dessa forma, foi validada a 2ª versão do documento, entregue no dia 03.05.16 ao Conselho Nacional (Undime/Consed) em Brasília. Após essa etapa, ficaram os curadores de todo o processo.

O Seminário Estadual, que acontece nos dias 19 e 20 de julho, no Instituto Estadual de Educação, em Florianópolis, sob a coordenação da SED e Undime/SC, está estruturado em 27 salas, das quais cinco são de responsabilidade dos curadores da Undime/SC, organizadas em Educação Infantil (bebes, crianças pequenas, bem pequenas, e séries iniciais), divididas em 2 salas: ciclo I, que corresponde ao 1ª, 2º e 3º ano e II ciclo que engloba o 4º e 5º ano, de acordo com a metodologia sugerida pelo comitê gestor. Já a as demais são coordenadas pelo estado, sendo essas organizadas da seguinte forma: 9 salas de componentes curriculares do ensino fundamental e séries finais, e mais 13 salas do ensino médio.

Com as ressalvas feitas, o relatório será assinado pelo presidente da Undime/SC e da SED/SC  e, enviado ao comitê gestor, que terá a responsabilidade de fazer o encaminhamento para o Conselho Nacional de Educação, juntamente com os relatórios dos demais estados. Em posse do documento, o Conselho terá que estruturar a 3ª versão da BNCC e entregar ao Ministério da Educação, para a implementação.

Não há um prazo para a entrega da versão definitiva ao MEC. Dessa forma, a prioridade dos estados têm sido os trabalhos e movimentos em prol da BNCC, para que – de certa forma – o Conselho se sinta na obrigação de dar o encaminhamento o mais breve possível.

 

Agenda

> Terça-feira (19.07)

A partir das 14h30, no Instituto Estadual de Educação (IEE), especialistas; professores; relatores; pais e alunos; participam das discussões que serão realizadas por componentes curriculares e etapas de desenvolvimento infantil.

> Quarta-feira (20.07)

Às 8h30 no Instituto Estadual de Educação, os educadores se reúnem por etapas de ensino: educação infantil, ensino fundamental e ensino médio.

O encerramento acontecerá na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), a partir das 13h30, onde serão apresentadas as contribuições que constarão em relatório final.

 

Bruna Carvalho
UNDIME/SC