Encerramento do 6° Fórum Undime/SC e Região Sul tem palestra sobre avaliação diagnóstica na pós-pandemia

Momento contou, ainda, com a leitura da carta do Fórum, aprovação de estatuto e exibição, pela seccional catarinense, de uma produção audiovisual com registros dos dois dias de evento.

Na manhã de sexta-feira (6/5), além de diálogos sobre avaliação diagnóstica no contexto da pandemia, temática da palestra de encerramento do 6° Fórum Undime/SC e Região Sul, os participantes acompanharam a leitura da carta do Fórum, elaborada em conjunto pelas seccionais de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Na ocasião, a Undime/SC também realizou a aprovação de novo estatuto e exibiu uma produção audiovisual com momentos que marcaram os dois dias de evento. 

A presidente da seccional catarinense e Região Sul, Patrícia Lueders, dirigente municipal de Educação de Blumenau/SC, agradeceu, durante a cerimônia de encerramento, a presença dos mais de 800 participantes do Fórum e a parceria das presidências do Paraná e Rio Grande do Sul, destacando a grandiosidade do encontro. “Encerramos o evento com satisfação por termos ampliado nossos conhecimentos, e, também, com leveza no coração porque pudemos reencontrar vocês depois de um período de muitos desafios. Foram dois dias de trocas intensas, e o nosso maior desejo é que todos possam retornar aos seus municípios com ainda mais determinação para garantir, aos nossos estudantes, a melhoria da qualidade educacional”.

Presidentes das seccionais da Região Sul assinam carta conjunta.

Palestra “Avaliação no contexto da (pós) pandemia”

Em sua explanação, Katia Smole, que já ocupou o cargo de secretária de Educação Básica do MEC e, atualmente, é diretora-executiva do Instituto Reúna, tratou do papel das redes no acompanhamento dos alunos no retorno ao ensino presencial, trabalhando a avaliação diagnóstica como ferramenta para a recomposição das aprendizagens. “Neste momento de pós-pandemia, a avaliação é especialmente importante para garantir ao estudante o direito de aprender aquilo que não conseguiu nos últimos dois anos. As redes precisam implementar estratégias para trazer essa aprendizagem de volta”. 

A educadora complementa, no entanto, que é preciso estar atento para que o “racional de resgatar as aprendizagens” não atrapalhe o avanço. Nesse sentido, destaca a importância de um bom planejamento do continuum curricular, que apoie a execução da avaliação diagnóstica. “Sem currículo, não há avaliação. A avaliação começa quando eu defino o que é importante que os estudantes aprendam. No pós-pandemia, se torna ainda mais necessário olhar para esse currículo, porque não é possível retomar absolutamente tudo o que os estudantes não aprenderam. Precisamos priorizar”. 

Smole aponta que toda avaliação deve estar alinhada ao referencial curricular, seja a BNCC ou currículo local, de modo a garantir a coerência pedagógica sistêmica. Em fala, a educadora ainda trabalhou estratégias para a coleta de dados, intervenção ou replanejamento com base na avaliação diagnóstica e autogestão dos estudantes. Por fim, sintetizou a palestra em uma frase: “não podemos ser medidos com uma régua, mas somos seres que evoluímos pela avaliação”. 

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Fonte: Undime/SC

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