Trabalho sobre Titanic classifica escola da Capital para Feira Nacional de Matemática

Ana Caroline, Barbara e Maysa_Titanic

As alunas Ana Caroline e Maysa, juntamente com a professora Barbara, representando a Escola Básica Municipal Mâncio Costa.

A professora Barbara da Silva Borges, bicampeã do Prêmio Professor Nota 10 da Prefeitura de Florianópolis, e alunos do 9º ano vespertino, da Escola Básica Municipal Mâncio Costa, vão representar o Estado na Feira Nacional de Matemática. O projeto chamado “Uma colisão de proporção” teve destaque durante a Feira Catarinense de Matemática, que aconteceu em Criciúma, e foi selecionado para o evento nacional, que será realizado no Acre, de 23 a 25 de maio de 2018.

O trabalho apresenta a proposta de explorar e entender a matemática por intermédio do Titanic, o transatlântico cujo naufrágio deixou marcas na história do século XX, despertando interesse e curiosidade até os dias de hoje.

Falhas na segurança e despreparo da tripulação, aliados à fatalidade de encontrar um iceberg pelo caminho, são apenas as razões mais conhecidas do público e que ganharam vida na tela do cinema. Entretanto, um erro de cálculo na construção do navio pode ter sido o maior dos responsáveis pela falha que matou, na madrugada de 15 de abril de 1912, mais de 1.500 pessoas.

O objetivo do trabalho, então, é decodificar a matemática do navio, compreendendo como a disciplina está inserida nessa temática. “A cada assunto sobre o Titanic que pesquisávamos e explorávamos novos conceitos matemáticos surgiam”, conta a professora Barbara. Entre os conteúdos envolvidos estão razão, proporção, escala, regra de três, teorema de Pitágoras, trigonometria e raciocínio lógico e dedutivo.

A turma utilizou, por exemplo, cálculos de regra de três e porcentagem ao observar o número de pessoas que estavam a bordo do Titanic. “Eram 2.224 pessoas, destas 1.514 morreram e 710 sobreviveram. Assim, calculamos a porcentagem de vítimas fatais”, explica Barbara.

Maquete do Titanic

Maquete do Titanic.

“O trabalho é um exemplo de prática pedagógica desenvolvida com êxito, pois acredito que a aprendizagem se dá de forma mais proveitosa quando passa a fazer sentido para os educandos”, finaliza a professora.

O secretário de Educação, Maurício Fernandes Pereira, incentiva a participação dos professores e estudantes nas feiras. “Esses eventos são um momento de formação, reflexão e construção de aprendizagens ligadas ao mundo real dos estudantes”, afirma. O secretário já havia visto a apresentação do trabalho na feira municipal de matemática. “Fiquei encantado com o projeto”.

A professora foi campeã do Prêmio Professor Nota 10, da Secretaria de Educação de Florianópolis, nos anos de 2015, com o trabalho “Construção da bola de futebol – contextualizando as matemáticas”, e de 2016, com o projeto “Matematizando o Mercado Público de Florianópolis”.

 

Destaques

Outros dois trabalhos de unidades da rede receberam destaque durante o evento estadual. “A Mateartica das Dobraduras”, projeto desenvolvido na Escola Básica Municipal Osvaldo Machado pelos alunos do 6º ano Felipe Batista Braga e Maria Isabel Braga e coordenado pela professora Tarcísia Vicente de Lima foi um deles.

A ideia do projeto é que os alunos compreendam conceitos básicos da geometria euclidiana, através da confecção das tradicionais dobraduras japonesas, conhecidas como origamis.

Já na Escola Básica Municipal Herondina Medeiros Zeferino, a professora Jeanice Back Andrade, juntamente com os alunos do 1º ano Enzo de Andrade Soares e Júlia Santos de Britto foram responsáveis pelo trabalho “Trilhando na Ilha da Magia: do homem do Sambaqui à Etnomatemática”.

O projeto tem como objetivo estudar a realidade local, fazendo com que as crianças tenham acesso a aspectos do passado da Capital por meio do estudo da história e da etnomatemática, abordagem que valoriza as diferenças culturais e a matemática praticada por grupos sociais.

 

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