Gestores: façam o diagnóstico de realidade do seu município
O painel que deu início às atividades da tarde do Fórum Undime SC mostrou que os 100 primeiros dias de gestão são extremamente estratégicos
A busca por conhecimentos e atualizações é dever tanto dos gestores quanto dos professores. Nessa afirmação, os três painelistas da discussão “Undime Sul: os 100 primeiros dias de gestão” estão totalmente de acordo. Para a conversa que deu início à programação da tarde desta quarta-feira (26), no Fórum Undime SC – Edição 2025, o presidente da seccional catarinense (DME de São Lourenço do Oeste/SC), Alex Cleidir Tardetti, chamou Ana Paula Bennemann, vice-presidente da Undime/RS (DME São Francisco de Paula/RS) e Ana Paula da Silva, vice-presidente da Undime/PR (DME de Santa Helena). Os três apresentaram os desenvolvimentos de suas regiões e reforçaram a coleta de dados e informações do município.
Para acompanhar esse bate-papo, foi preciso ter em mente o que está no escopo de trabalho da Undime: articulação com políticas públicas, mobilização para adesões e pactuações, e integração com entes institucionais. A partir desse ponto de vista, Bennemann apontou para as ações às quais os gestores devem estar atentos nos 100 primeiros dias de gestão. Segundo ela, a mais importante de todas é fazer um diagnóstico da realidade do município com informações que englobam as demandas da política e da sociedade, bem como necessidades econômicas e educacionais da localidade. “A partir desses dados é possível assegurar a qualidade da educação dos estudantes, que é o objetivo maior de todos os gestores, como já mencionado neste Fórum”, observou.
Silva, por sua vez, trouxe os diversos desafios da educação no estado do Paraná que, segundo ela reforçou, são os mesmos enfrentados pelas outras localidades representadas, mas apontou para um específico de seu estado: o fato de ter diversos secretários iniciando na gestão em 2025. Ela também afirmou que no momento dos 100 primeiros dias é essencial ter um planejamento estratégico, porque o plano de ação é que vai tornar a função que os gestores ocupam um pouco mais leve, ainda que ele precise ser reestruturado ao longo do caminho.
Atualmente, Silva está desenvolvendo o plano de ação para apresentar aos dirigentes, focando em, principalmente, fazer o que precisa ser feito para trazer as melhorias necessárias para o trabalho e o aprendizado de profissionais e estudantes, dentro das regulamentações adequadas. A palestrante finalizou afirmando que “cada melhoria implementada contribui para um ambiente de aprendizagem mais eficaz e acolhedor”.
Tardetti foi quem encerrou as apresentações do painel, mostrando as ações em andamento nos 100 primeiros dias de gestão da DME de São Lourenço do Oeste/SC e reforçou o que ele vem falando desde o início deste Fórum: “a ideia é que os profissionais saiam daqui incomodados, não acomodados. Esse período é estratégico para a continuidade da gestão, se as primeiras etapas não forem cumpridas, nascerão projetos pela necessidade ou pela crise”, disse. Segundo ele, não tem mágica, é preciso ir atrás, se informar e defender o seu trabalho, olhando para os profissionais como um time.
A tarde do segundo dia de Fórum segue com bastante programação: palestras, feira educacional e atividades que geram experiências afetivas, inclusvie com degustações saborosas. O evento segue até quinta-feira (27), no Centro de Convenções Oceania, em Florianópolis (SC).





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